Neste pedal, seguimos com Emerson, Paulo, Genésio, ô Josi, Bia, seu Gerald, Davi e Testi, menos a Helen, que está na Austrália!!!
O cicloturismo, é uma modalidade do ciclismo que mais prazer proporciona à quem o faz, porém neste pedal existiram trechos de tensão, stress e medo. Já passamos pro várias situações, como falta de agua, comida, acostamento, pouso... enfim. Este foi o mais tenso com certeza e comentarei deste episódio à frente.
Saímos de minha casa as 4:30 da matina, Eu, a Bia e o Davi, em sentido à Imigrantes, queríamos ver o nascer do sol na Estrada, e assim fizemos. Chegamos ainda escuro no acesso da Imigrantes, pelo corredor ABD em Diadema, e por volta do km 28 da Imigrantes se iniciou o show do nascer do sol. A lua ainda não tinha se guardado e por alguns minutos tivemos o sol e a lua juntas em nosso campo de visão.
Neste mesmo ponto da Imigrantes, nos encontramos com os Adhocs da Sul, o Paulo, o Gê, a Josi e seu Gerald.
Seguimos com o grupo em direção ao Km 35, no posto de serviços da Imigrantes onde paramos para um cafézinho
Do posto de serviços chegamos até a Manutenção, de minha casa até a estada de Manutenção são aproximadamente 44km, o pedal só estava começando pois faltava ainda 106km a ser conquistados.
Assim, seguimos Manutenção adentro, na cachoeira do túnel, paramos para encher nossas garrafas e logo em seguida, nos piscinões, paramos para nadar!!
Saindo da manutenção, seguimos pela Imigrantes, já na parte final, próximo a TRIfurcação, onde há as entradas para Mongaguá à direita, no centro Piaçaguera-Guarujá e pela esquerda, Santos, São Vicente.
Conversando com uma colega ciclista de Santos, a Marcia Kulaif, ela nos orientou a irmos por São Vicente e Praia Grande, pois se fossemos pela Rod. Pe. Manoel da Nóbrega, sentido Mongaguá, poderíamos perder nossas bikes, pois esta região é muito perigosa e não há segurança e existem muito NÓIAS FILHOS DA PUTA.
O trecho mais tenso do pedal, foi quando estávamos na Orla de Praia Grande, na ciclovia, quando a bike do Paulo furou o pneu. Os funcionários dos quiosques começaram a nos orientar de que existia um movimento estranho no local, devido a quantidade de bikes, e estávamos chamando a atenção dos NÓIAS. O Testi rapidamente chamou a polícia municipal que nos escoltaram até o fim da praia, onde estávamos seguros. Fica aqui nosso agradecimento à Guarda Municipal de Praia Grande pelo apoio. Estávamos tensos, cansados e 96km percorridos.. faltavam ainda 54km. Eu, quase abortei o pedal... mas seguimos dali para a Rodovia Pe. Manoel da Nóbrega, e sentamos a butina!!! Fica aqui minha dica, não pedale por este trecho, eu não volto mais!! Infelizmente não registramos em fotos este trecho.
Após PG, as coisas ficam mais tranquilas e por Mongaguá e Itanhaém é bem legal pedalar.
O clima pesado comprometeu o pedal, seguimos praticamente sem parada até Peruíbe, fizemos uma parada para a água no Poço das Antas, pois a Ju, mulher do Davi, prestou o apoio para gente. Obrigado Ju, a água veio na hora certa!!
Após a tensão, enfim chegamos, Ufs!! Eu e o Davi paramos em uma quitanda e de cara pedimos um açaí... nusss, desceu que nem água...
Chegamos na casa e a Ju já tinha deixado as cervejas gelando.... que sede!!! Mas a primeira coisa que fiz foi pular no mar com roupa e tudo!!!!
Desceram de carro além da Ju, foram: A Renata, Augusta Nicolini, o pai e a mãe do Davi e o Igor, este vai ser mais um integrante dos cicloturistas. Seguiram para a Juréia, bem... ficamos pois a breja tava gelada!!
A Augusta Nicolini é chef de cozinha, ela preparou uma Paella de frutos do mar, que fantástico.... além do churras que preparamos... fim de semana sensacional com o amigos!!!
Na volta, éramos para voltar de ônibus, a Viação Breda. Pensei que em São Paulo, todas as empresas de ônibus fosse tolerante com pessoas que levam bikes e cadeiras de rodas. Mas esta empresa, teve a mesma atitude que muitas empresas de viação amadoras, como a Reunidas, de Paraty no RJ. Não quiseram embarcar nossas bicicletas para São Paulo e tivemos de nos virar para trazê-las. Infelizmente, nesta cidade, a viação Breda é a única que faz o trecho para São Paulo. Fica aqui minha indignação e insatisfação pela empresa, onde presta um péssimo serviço. Como Paraty-RJ, Peruíbe necessita de outra empresa de ônibus para concorrer com esta Breda, serviço caro e de péssimo tratamento.
Espero que tenham curtido o pedal e as dicas, apesar dos momentos de tensão e insatisfação com a viação Breda, o pedal foi bem legal.
Percorrido: 150,66km
Novidades: Pneu furado do Paulo
Tempo: 12hs